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Longevidade: veja os pilares financeiros para envelhecer com qualidade de vida

Falta de uma cultura de poupança entre os brasileiros, o impulso pelo consumo imediato e o aumento da expectativa de vida no país criam um cenário que dificulta a preparação adequada para o futuro

Envelhecer com qualidade de vida é o que toda pessoa deseja. Mas chegar a uma idade avançada também requer novas necessidades, especialmente financeiras, como maiores gastos com a saúde e outros cuidados.

É nessa fase da vida que a renda costuma diminuir — ainda mais se não houver planejamento financeiro. É por isso que organizar as finanças o quanto antes se torna necessário e estratégico.

“O planejamento financeiro está intimamente ligado à qualidade de vida, proporcionando estabilidade, autonomia e tranquilidade, e reduzindo também os impactos negativos na saúde mental e física”, diz Alexandre Malho, superintendente executivo da Icatu Seguros.

Ele indica que essa organização é essencial como medida preventiva não apenas econômica, mas social e humana.

“Nós vivemos com o intuito de planejar o presente, preservar o passado pra garantir o futuro. Essa é a nossa ideia central”

— Alexandre Malho, superintendente executivo da Icatu Seguros.

Por que começar agora?

Segundo Janaina Gimael, educadora financeira e especialista em Desenvolvimento Humano do Instituto de Longevidade MAG, o primeiro passo para organizar as finanças e começar a criar hábitos melhores é compreender a própria situação financeira.

“Mapear gastos fixos e variáveis é fundamental, especialmente na aposentadoria, quando a renda tende a ser mais previsível”, afirma.

Ela explica que pequenos gastos recorrentes, quando somados, podem pesar no orçamento. Se a pessoa não olhou muito para as próprias despesas ao longo da vida, agora é a hora de começar a fazer isso.

Gimael sugere que algumas metas sejam estabelecidas.

“Quando a ideia é economizar ou ir atrás de renda extra para realizar algo que se quer, fica mais fácil começar a adotar novos hábitos e ações práticas.”

— Janaina Gimael, educadora financeira do Instituto de Longevidade MAG

Para Malho, da Icatu, nunca é tarde para iniciar o planejamento financeiro. “Você pode começar com 30, com 50 ou 70. O importante é iniciar.”

Começar mais cedo, porém, pode ser benéfico. Isso porque o montante guardado cresce exponencialmente ao longo do tempo por conta dos juros compostos, transformando-se em uma reserva “surpreendente”.

“Quando você acumula mês a mês, muitas vezes é um dinheiro que você nem sente saindo da sua conta. E aí vai se transformando numa monta tão grande, que daqui a 10, 15, 20 ou 30 anos, você se surpreende com o quanto tem guardado”, diz Malho.

Veja 12 dicas para hábitos financeiros saudáveis

Pensando na simplificação da vida financeira dos longevos e na criação de hábitos melhores com relação ao dinheiro, o InfoMoney pediu aos especialistas algumas orientações para quem deseja colocar as contas em ordem e ter uma vida financeira mais saudável a longo prazo.

1. Simplifique sua vida financeira

Reduza contas bancárias a no máximo duas para ter um controle pleno das finanças. Configure pagamentos automáticos para evitar atrasos e juros.

2. Registre seus gastos e planeje seus objetivos

Anote ganhos mensais e gastos fixos, como luz, água e plano de saúde. Malho, da Icatu, sugere que isso seja feito pelo menos duas vezes por mês. Isso permite compreender para onde o dinheiro está indo e facilita a definição de metas financeiras realistas, segundo Gimael.

3. Crie reserva de emergência e poupe regularmente (mesmo que pouco)

A constância é mais importante do que o valor guardado! Pequenas quantias, poupadas regularmente, ajudam a criar uma reserva de emergência e trazem mais segurança para possíveis momentos de vulnerabilidade.

4. Adote previdência complementar (PGBL ou VGBL)

Fazer aportes mensais pequenos, daqueles que você nem sente saindo da conta, transforma esse dinheiro em uma reserva grande ao longo dos anos graças aos juros compostos, seja para complementar a aposentadoria ou diversificar investimentos, com opções como PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

5. Contrate seguro de vida para proteção ampla

Coberturas garantem indenização em casos que vão de morte prematura e invalidez até internações e doenças graves, além de assistência funeral, ajudando na sobrevida e nas burocracias.

6. Use o crédito com cautela

Evite usar o cartão de crédito como complemento da renda, ajustando o limite ao orçamento disponível, e reflita antes de compras não essenciais. São práticas que reduzem o risco de endividamento, diz Gimael.

7. Avalie o empréstimo consignado com cuidado

Embora possa ser uma alternativa em situações pontuais, o desconto direto na aposentadoria compromete a renda por longos períodos e pode criar uma falsa sensação de controle financeiro.

8. Conheça os direitos e benefícios da população 60+

Isenções, descontos e benefícios garantidos por lei podem gerar economia significativa no orçamento mensal, mas podem ainda ser pouco conhecidos pela maioria da população.

9. Planeje sucessão patrimonial

Faça depósitos um pouco maiores no plano pensando em deixar um valor já pronto para seus filhos, netos ou beneficiários (qualquer pessoa indicada pelo contratante do seguro ou previdência privada para receber a indenização ou valores acumulados no plano).

10. Cultive diálogo aberto sobre finanças

Converse abertamente com filhos, netos ou amigos de confiança sobre dinheiro. Isso traz orientação imparcial e ajuda a tomar decisões mais seguras, segundo Malho.

11. Evite golpes e decisões impulsivas

Não assine nada nem transfira dinheiro sem consultar alguém de fora primeiro. Malho afirma que no calor do momento, a visão clara some, e ter uma segunda opinião protege sua qualidade de vida (e dinheiro).

12. Comece em qualquer idade, visando qualidade de vida

Não importa se é aos 30, 50, 65 ou 70 anos, o principal é dar o primeiro passo na previdência ou seguro.